Desde o advento da unificação europeia e do euro, a europa não tem mais fronteiras.
Quando eu vivi pelas bandas de cá de 1991 a 1995, ainda tinha.
Então tudo é muito novo pra mim.
No último domingo, saímos de carro de Namur, na Bélgica,
rumo à Alemanha.
Depois de uma hora e meia, uma pequena placa, ou mesmo nem
isso, sei lá e tudo muda: o idioma nas placas, o estilo da arquitetura, as
fábricas enormes e antigas, e voilá! Estamos na Alemanha! Atravessamos uma
ponte sobre o Rio Reno e chegamos em Colônia.
Como não havia vagas, vamos na direção de um estacionamento,
daqueles tipo prédio de estacionamento no centro da cidade e lá vem a primeira
surpresa: letras em verde, palavras em alemão, o símbolo do feminismo
precedendo a frase e nos damos conta que todas as vagas do primeiro andar do
estacionamento são reservadas às mulheres!
Pelas ruas, bares e restaurantes, homens levando os bebês em
slings e porta-bebês, empurrando os carrinhos, ou sozinhos, ou acompanhados
pela mulher que leva a bolsa.
Graças à luta das mulheres desde os anos 50 e 60, que a mentalidade do
mundo machista tá se extinguindo e é por aqui que sentimos os primeiros e bem
aventurados ventos...
Seguimos por ruas estreitas em busca da famosa catedral de
Colônia que resistiu aos bombardeios da Segunda Guerra mundial. Seguimos um som
e eis que numa esquina nos deparamos com uma dupla de curdos ou turcos de uns
sessenta anos, tocando uma espécie de flauta e outro uma percussão típica. Mais
adiante, um outro som invade nossos ouvidos, passamos diante de lojas de souvenir, sorveterias e cafés e eis que
diante de nós surge a praça e a tão procurada Catedral de Colônia! Aos pés da
catedral, no meio da praça, um piano de cauda negro colocado sobre uma
plataforma com rodas, nos esclarece sobre a origem da música maravilhosa que
nos atraiu até lá. A catedral é simplesmente maravilhosa! Muito mais linda que
a Notre Damme de Paris por fora (se bem que por dentro, nada se compare à
grande mandala de vitral colorido da catedral francesa).
É simplesmente milagroso o fato dessa catedral ter se
mantido em pé enquanto toda a cidade ruía e se transformava em escombros.
Dentro da catedral, era como se eu sentisse a presença de todos aqueles que
devem ter se abrigado lá, enquanto suas casa queimavam sob as chamas da
ignorância, da ganância e da ânsia de poder infinitamente idiota dos homens de
ontem (e, infelizmente de hoje ainda...)
Saindo da catedral, passamos ao lado de um portal romano, do
ano 50 depois de Cristo e depois nos
sentamos em bancos, de frente pra praça, ouvindo ainda o som melodioso do piano
de cauda e o agrupamento multirracial, multicultural e cosmopolita de pessoas
que transitavam por ali. Um tanto de
gente do mundo todo, de todas as idades, de todas as cores, desfilando sob meus
olhos que não se cansam de se extasiar e se deliciar com esse banho de história
e de novidades, com esse tufão de energia e de persistência do povo alemão que
tudo perdeu e tudo refez em tão pouco tempo...


Que maravilha !!!!
ResponderExcluirA Alemanha me traz exatamente esse som !!!
Um piano de causa magnífico, para todos e para tudo !!!!
Bjobjo
Que maravilha !!!!
ResponderExcluirA Alemanha me traz exatamente esse som !!!
Um piano de causa magnífico, para todos e para tudo !!!!
Bjobjo