segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A alemanha - Colônia


Desde o advento da unificação europeia  e do euro, a europa não tem mais fronteiras. Quando eu vivi pelas bandas de cá de 1991 a 1995, ainda tinha.
Então tudo é muito novo pra mim.
No último domingo, saímos de carro de Namur, na Bélgica, rumo à Alemanha.
Depois de uma hora e meia, uma pequena placa, ou mesmo nem isso, sei lá e tudo muda: o idioma nas placas, o estilo da arquitetura, as fábricas enormes e antigas, e voilá! Estamos na Alemanha! Atravessamos uma ponte sobre o Rio Reno e chegamos em Colônia.
Como não havia vagas, vamos na direção de um estacionamento, daqueles tipo prédio de estacionamento no centro da cidade e lá vem a primeira surpresa: letras em verde, palavras em alemão, o símbolo do feminismo precedendo a frase e nos damos conta que todas as vagas do primeiro andar do estacionamento são reservadas às mulheres!
Pelas ruas, bares e restaurantes, homens levando os bebês em slings e porta-bebês, empurrando os carrinhos, ou sozinhos, ou acompanhados pela mulher que leva a bolsa.
Graças à luta das mulheres  desde os anos 50 e 60, que a mentalidade do mundo machista tá se extinguindo e é por aqui que sentimos os primeiros e bem aventurados ventos...
Seguimos por ruas estreitas em busca da famosa catedral de Colônia que resistiu aos bombardeios da Segunda Guerra mundial. Seguimos um som e eis que numa esquina nos deparamos com uma dupla de curdos ou turcos de uns sessenta anos, tocando uma espécie de flauta e outro uma percussão típica. Mais adiante, um outro som invade nossos ouvidos, passamos diante de lojas de  souvenir, sorveterias e cafés e eis que diante de nós surge a praça e a tão procurada Catedral de Colônia! Aos pés da catedral, no meio da praça, um piano de cauda negro colocado sobre uma plataforma com rodas, nos esclarece sobre a origem da música maravilhosa que nos atraiu até lá. A catedral é simplesmente maravilhosa! Muito mais linda que a Notre Damme de Paris por fora (se bem que por dentro, nada se compare à grande mandala de vitral colorido da catedral francesa).
É simplesmente milagroso o fato dessa catedral ter se mantido em pé enquanto toda a cidade ruía e se transformava em escombros. Dentro da catedral, era como se eu sentisse a presença de todos aqueles que devem ter se abrigado lá, enquanto suas casa queimavam sob as chamas da ignorância, da ganância e da ânsia de poder infinitamente idiota dos homens de ontem (e, infelizmente de hoje ainda...)
Saindo da catedral, passamos ao lado de um portal romano, do ano 50 depois de Cristo e depois  nos sentamos em bancos, de frente pra praça, ouvindo ainda o som melodioso do piano de cauda e o agrupamento multirracial, multicultural e cosmopolita de pessoas que transitavam por ali.  Um tanto de gente do mundo todo, de todas as idades, de todas as cores, desfilando sob meus olhos que não se cansam de se extasiar e se deliciar com esse banho de história e de novidades, com esse tufão de energia e de persistência do povo alemão que tudo perdeu e tudo refez em tão pouco tempo...








2 comentários:

  1. Que maravilha !!!!
    A Alemanha me traz exatamente esse som !!!
    Um piano de causa magnífico, para todos e para tudo !!!!
    Bjobjo

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  2. Que maravilha !!!!
    A Alemanha me traz exatamente esse som !!!
    Um piano de causa magnífico, para todos e para tudo !!!!
    Bjobjo

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