quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

No meio do caminho tinha uma casa...


No meio do caminho tinha uma casa
tinha uma casa no meio do caminho...
andando pelas ruas, procurando o que seria equivalente ao INSS aqui na França
topamos com uma rua cheia de casas assim


e é assim, do nada que castelinhos aparecem no meio do caminho
e pelas ruelas sinuosas, bares, lojinhas indianas, lojas de instrumentos musicais
comida boa pelas brasseries, pão crocante, queijos e vinhos baratos e de qualidade
pessoas civilizadas, trânsito organizado
e seguimos andando, nos maravilhando com as novidades do velho mundo
até que o tempo passe




e a vontade de Mata Atlântica, de Cerrado, de praias de areia macias sejam mais forte
que toda essa novidade cheia de requinte e capricho
e aí, em algum dia da velhice,
trocarei o requinte da sofisticação e da civilização
por um cantinho de chão, onde eu possa ver estrelas
tomar banho de cachoeira com a pele que deus me deu
usando as tintas das tatoos e as artes dos desenhos dos tatuadores como roupa
e morrerei feliz entre amigos, pássaros coloridos, saguis e o som
da água a rolar: chuá chuá!!!

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