Diário de viagem, traduções, poemas e desabafos das minhas andanças pelo meu mundo adentro e por esse mundo afora...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Personagem n° 3: Ângela, a anja espanhola
Muito muito parecida com a Rita Cadilac, o rosto acho, o corpo um pouco também.
Uma fofa.
Carinhosa, atenciosa, ponta firme
. No dia de fazer faxina no prédio, pela manhã, está sempre conversando com a mocinha loira que trabalha no predinho gêmeo da frente, que divide o mesmo portãozinho e o mesmo corredor /jardim de entrada com a gente.
Toda vez que nos encontramos é assim, começamos a "hablar" em espanhol e, do nada, ela passa pro francês e eu sigo. Acontecia assim também com a portuguesa querida de Paris e sua amiga de Bordeaux, começavam a falar em portuguès, depois virava francês, aí voltava pro português e terminava no francês. Acho que acontece assim com muita gente que mora fora, chega uma hora a gente perde um pouco a língua natal, esquece uns termos. Hoje mesmo, pra escrever "prejudicar" no post sobre a Mme Jeannine, tive que olhar no google tradutor, pois só lembrava de "abimer", coisa de quem abusou dos neurônios, ou é assim mesmo e pronto.
Bom, enfim. Ângela fez a paella, Ângela puxou o cordão das danças e aguentou firme até tarde, dançando e animando a galera e no dia seguinte, quando fui na casa do proprietário Marco pra ajudar a limpar as coisas, ela estava lá na pia, feito um furacão, lavando toda a louça da véspera e depois limpou o chão, os vidros, um fenômeno da limpeza, a Angel. O pessoal fala Angel. Mas é o jeito francês de ler Angela mesmo.
Enfim. Mora sozinha, aqui no nosso primeiro andar.
Outro dia fui na casa dela. Ela tinha me pedido emprestado meu carrinho de fazer compras (daqueles de velhinha ir na feira), pois estava com dor nas costas.
Apartamento super fofo.
Almodovar.
Almodovar fofo.
Se é que isso possa existir.
Hoje encontrei com ela de novo. É o dia da faxina na área comum do prédio. Estava muito abalada. um cara subiu na marquise da entrada do prédio e tentou entrar no apartamento dela. Ela conta que gritou muito e o cara fugiu assustado. Mas está bem nervosa.
Prometi um relaxamento, amanhã vamos marcar.
Aqui não é muito comum essa história de ladrões e assaltos e quando acontece as pessoas ficam muito chocadas.
Nem contei que minha mãe já teve uma arma na cara e quatro horas trancada na casa dela enquanto os caras levavam tudo em várias viagens no carro dela.
Nem compensa.
Mas compensa fazer um relaxamento/reiki/jin shin cheio de carinho e luz pra ela ficar boa logo.
E voltar a cuidar desse lugar.
Como sempre fez e faz. Mesmo nervosa, mesmo abalada.
Ela.
A anja.
Personagem n° 2 Amar
Não. Não é o verbo Amar.
É o Sr. Amar. Um árabe que pode ter entre 40, 50 ou 60 e poucos anos, idade indeterminada.
Nascido na Argélia, mudou-se pra Montpellier há alguns tantos anos onde vive até hoje com a mulher e os filhos.
Homem "Bom-bril" é o "faz tudo" a serviço dos proprietários do predinho onde vivemos.
Ajudou a construir o prédio, pedreiro, encanador, eletricista, marceneiro, carpinteiro, tapeceiro, jardineiro e, na horas vagas, D.J.!
Sim, exatamente.
Conhecemos o Amar no apartamento do proprietário quando viemos pela primeira vez ver o imóvel que tínhamos acessado no site "de particulier a particulier location appartement", indicado pela moça, a princípio chata e fresca de uma imobiliária que nos assegurou que ninguém, a não ser as pessoas desse site, que são os próprios proprietários de imóveis, nos alugaria um imóvel sem termos, fiador, emprego fixo , enfim.
Fumando um cigarro atrás do outro, dentro do apartamento do proprietário, (que também fumava muito, como muita gente aqui), Amar sempre contribuía com uma informação ou um comentário em todos os assuntos. Seja a respeito dos campinhos de futebol do bairro, das escolas públicas, etc e tal, inventando o que não tinha certeza.
Já me simpatizei desde o primeiro momento, com esse árabe de sorriso maroto e olhar perspicaz de menino que teve direito e usufruiu de uma infância de moleque atentado.
Este apartamento, foi o primeiro e único que visitamos.
A prontidão em ajudar do proprietário (que é outro personagem), a presença engraçada de Amar, as visitas breves Mme Jeannine, vizinha do proprietário e da Ângela, a anja-espanhola que faz a faxina e mora também no prédio, enfim, todo esse ambiente familiar e acolhedor, fizeram com que eu decidisse por esse apartamento logo de cara e cancelasse todas as outras visitas agendadas com os demais agentes imobiliários que tínhamos contactado.
Mas voltemos ao Amar.
Na segunda semana nossa aqui no encantado imóvel, já fomos avisados que haveria uma Festa de Reis no salão de festas do prédio e que Ângela prepararia uma autêntica paella para deleite de todos!
No dia da festa, atraída pela música, dei uma passada no salão no período da tarde para sapear dar uma "força" pra galera nas arrumações.
Lá estava Amar, entre fios e botões, instalando caixas de som que não desapontariam o Beto Guedes na BoAAAte por ocasião de sua passagem/show em terras ararunas e pucarenas.
Super potente o equipamento.
E Amar, como bom menino "Gabriel Pavo Pavan" crescido que era, testava o som a fundo, no último dos decibéis possíveis, fazendo tremer as estruturas do prédio comprido de um só andar.
"Buena Vista Social Club" era a trilha sonora e aí eu já pude comprovar, mais uma vez, como tinha escolhido bem o local pra fazer nossa vida aqui.
À noite, voltei para o salão, já paramentada com meu vestido herdado da querida e saudosa Marcela Finardi en nosso bazar de trocas e reformado por mim, em minhas divagações artesanais sobre o tema da "selfie costura". Lá chegando me deparei com os demais habitantes do prédio, uma galera pra lá de interessante numa miscelânea de idade, raças, nacionalidades, credos e cores.
Muito legal mesmo. Minha cara, mais uma vez.
Mas voltemos ao Amar. Não o verbo. O super-árabe.
Orgulhosíssimo, atrás de sua mesa de som, manejava os botões de tal forma que era impossível conversar. Potência total! E Amar sorrindo largo, em êxtase!
Aí, a mocinha cigana com seu namorado gordinho sugeriu Gipsy Kings e fomos inundados por uma avalanche de "Jobi-jobá, cada dia que te quiero más!" e todo mundo levantou de seu lugar, deixando a Paella, o vinho, a salada de lado e hop! pro salão dançar!
E nem neste momento, o poder e a supremacia de Deus-Amar deixaram de se fazer notar, pois cada vez que a galera na "pista" se soltava dançando e entrando em delírio, Amar cortava o som, no meio da música mesmo.
Todo mundo olhava pra ele. E ele lá. Com seu sorriso matreiro, mexendo nos botões e mandando outra música, nada a ver com a anterior. Disco anos 80. Músicas árabes. Músicas espanholas. Rap francês. Se a galera começasse a dançar e a se animar..hop! de novo: Amar cortava a música e ria, ria solto. E a gente ria também.
Por falar nisso, faz tempo que ele não aparece por aqui. Estamos esperando. Pra consertar umas coisinhas que estão quebradas desde que entramos no apartamento.
Mas Amar é assim. E aí se faz necessário lembrar da canção de Renato Russo:
" É preciso Amar (e esperar) como se não houvesse amanhã!"
Personagem n°1: Madame Jeannine.
"A vida passa lentamente, e a gente vai tão de repente
tão de repente que nem sente, saudade do que já passou"
(De repente, Califórnia - Nelson Motta)

E de repente me vejo aqui, vivendo uma vida na França, com pessoas vivendo em torno,
Uma vez por semana jogo baralho e tomo chá (não necessariamente na mesma ordem) com a Madame Jeannine, uma senhora de 86 anos que mora num apê no térreo daqui do predinho onde moramos.
Madamme Jeannine é nascida em Montpellier, sobreviveu à Segunda Guerra e tem muitas, muitas histórias pra contar. É poetisa, foi casada três vezes e trabalhou até se aposentar como enfermeira em hospitais e tem três filhos e alguns netos.
Somos amigas. Jogamos baralho, ela conta sua vida, me ensina as gírias, expressões engraçadas e palavrões do sul da França.
E eu vou aprendendo...
Madame Jeannine gosta de falar.
Eu ouço.
Madame Jeannine prefere falar do que ouvir e eu gosto de ouvir as histórias.
Mas às vezes ela fica curiosa e me pergunta sobre minha vida também. Breves momentos.
Além das aventuras de amores e de guerras, da vida de seus filhos, há também as histórias de suas múltiplas cirurgias, de suas dores matinais, de suas brigas com as faxineiras que a agência manda.
Madame Jeannine tem um gênio forte.
Bem forte.
Estou acostumada com gente assim, me lembra minha avó Santa.
Outro dia ela me pediu pra lhe mostrar a agência do Correio pois queria enviar umas cartas. Bom, passei na casa dela e ela já estava pronta, de óculos escuros Matrix, sentada na cadeira de rodas elétrica "power multi rangers plus" que ela usa pra sair pela rua, apesar de se movimentar relativamente bem sobre suas próprias pernas quando está em casa.
Depois de alguns minutos andando com ela pelas calçadas(a passos largos pra acompanhar o ritmo da cadeira voadora) pude constatar que Mme Jeannine e sua cadeira zumbi constituem um verdadeiro perigo para a humanidade!
Descobri que Deus, além de ser brasileiro, é francês também.
A cidade, este bairro e a França em geral é toda equipada para bicicletas, carrinhos de bebê e cadeiras de rodas, com rampas, ciclovias especiais, etc e tal.
Mas mesmo assim, em alguns momentos, ela decide que a rampinha de acesso da rua pra calçada não está a contento e que a alturinha de desnível entre a rua e a ciclovia poderia prejudicar as engrenagens, ou mesmo suspensões de sua super hiper cadeira turbinada.
E então o caos se faz. Ela maneja a espécie de controle de videogame que tem no braço da cadeira, aperta uns tantos botões de ré e frente e etc e tal, e... tcham e vrummm
E lá vai Mme. Jeannine pelo meio da rua!
Sim, pelo meio da rua mesmo, como se fosse um carro.
Enquanto isso, orgulhosa, ela acelera e me conta que fez uma espécie de auto-escola pra dirigir a tal cadeira e eu, correndo pela calçada ao lado, esbaforida, num silêncio tenso de preocupação e desespero, questiono a eficiência de tal instrutor.
E aí percebo, aliviada e divertida que tudo se arranja com umas freadas aqui, umas buzinadas ali, e a paciência de outros tantos motoristas abençoados pelo "Deus brasileiro exilado na França" ou talvez por Alá que, pelo que já deu pra perceber, vagueia também por essas terras entre tapetes de orações, bombas e olhares maliciosos no tram.
É bom ter Mme Jeannine por perto.
Se demoro uns dias sem ligar ou aparecer, ela liga:
"Tá viva? Pensei que tivesse morrido em algum canto!".
Eu rio. É bom.
Pensei até em fazer um trabalho voluntário num asilo que vi aqui por perto. A "Casa de Repouso" se chama "Les violettes" (As violetas, nome bem sugestivo pra nós, da Família Fernandes) mas pensei bem e achei melhor não.
Já tenho a Mme Jeannine.
Já tá de bom tamanho.
Vida longa à Mme Jeannine!
tão de repente que nem sente, saudade do que já passou"
(De repente, Califórnia - Nelson Motta)

E de repente me vejo aqui, vivendo uma vida na França, com pessoas vivendo em torno,
Uma vez por semana jogo baralho e tomo chá (não necessariamente na mesma ordem) com a Madame Jeannine, uma senhora de 86 anos que mora num apê no térreo daqui do predinho onde moramos.
Madamme Jeannine é nascida em Montpellier, sobreviveu à Segunda Guerra e tem muitas, muitas histórias pra contar. É poetisa, foi casada três vezes e trabalhou até se aposentar como enfermeira em hospitais e tem três filhos e alguns netos.
Somos amigas. Jogamos baralho, ela conta sua vida, me ensina as gírias, expressões engraçadas e palavrões do sul da França.
E eu vou aprendendo...
Madame Jeannine gosta de falar.
Eu ouço.
Madame Jeannine prefere falar do que ouvir e eu gosto de ouvir as histórias.
Mas às vezes ela fica curiosa e me pergunta sobre minha vida também. Breves momentos.
Além das aventuras de amores e de guerras, da vida de seus filhos, há também as histórias de suas múltiplas cirurgias, de suas dores matinais, de suas brigas com as faxineiras que a agência manda.
Madame Jeannine tem um gênio forte.
Bem forte.
Estou acostumada com gente assim, me lembra minha avó Santa.
Outro dia ela me pediu pra lhe mostrar a agência do Correio pois queria enviar umas cartas. Bom, passei na casa dela e ela já estava pronta, de óculos escuros Matrix, sentada na cadeira de rodas elétrica "power multi rangers plus" que ela usa pra sair pela rua, apesar de se movimentar relativamente bem sobre suas próprias pernas quando está em casa.
Depois de alguns minutos andando com ela pelas calçadas(a passos largos pra acompanhar o ritmo da cadeira voadora) pude constatar que Mme Jeannine e sua cadeira zumbi constituem um verdadeiro perigo para a humanidade!
Descobri que Deus, além de ser brasileiro, é francês também.
A cidade, este bairro e a França em geral é toda equipada para bicicletas, carrinhos de bebê e cadeiras de rodas, com rampas, ciclovias especiais, etc e tal.
Mas mesmo assim, em alguns momentos, ela decide que a rampinha de acesso da rua pra calçada não está a contento e que a alturinha de desnível entre a rua e a ciclovia poderia prejudicar as engrenagens, ou mesmo suspensões de sua super hiper cadeira turbinada.
E então o caos se faz. Ela maneja a espécie de controle de videogame que tem no braço da cadeira, aperta uns tantos botões de ré e frente e etc e tal, e... tcham e vrummm
E lá vai Mme. Jeannine pelo meio da rua!
Sim, pelo meio da rua mesmo, como se fosse um carro.
Enquanto isso, orgulhosa, ela acelera e me conta que fez uma espécie de auto-escola pra dirigir a tal cadeira e eu, correndo pela calçada ao lado, esbaforida, num silêncio tenso de preocupação e desespero, questiono a eficiência de tal instrutor.
E aí percebo, aliviada e divertida que tudo se arranja com umas freadas aqui, umas buzinadas ali, e a paciência de outros tantos motoristas abençoados pelo "Deus brasileiro exilado na França" ou talvez por Alá que, pelo que já deu pra perceber, vagueia também por essas terras entre tapetes de orações, bombas e olhares maliciosos no tram.
É bom ter Mme Jeannine por perto.
Se demoro uns dias sem ligar ou aparecer, ela liga:
"Tá viva? Pensei que tivesse morrido em algum canto!".
Eu rio. É bom.
Pensei até em fazer um trabalho voluntário num asilo que vi aqui por perto. A "Casa de Repouso" se chama "Les violettes" (As violetas, nome bem sugestivo pra nós, da Família Fernandes) mas pensei bem e achei melhor não.
Já tenho a Mme Jeannine.
Já tá de bom tamanho.
Vida longa à Mme Jeannine!
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Vale a pena ler, ou assistir o vídeo...
http://markmanson.net/brazil
a tradução está neste link
http://markmanson.net/brazil_pt
e no facebook um vídeo da Bel Pesce lendo a tradução
https://www.facebook.com/BelPesce/videos/1252720611422579/?hc_location=ufi
a tradução está neste link
http://markmanson.net/brazil_pt
e no facebook um vídeo da Bel Pesce lendo a tradução
https://www.facebook.com/BelPesce/videos/1252720611422579/?hc_location=ufi
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
A missa no Santuário Saint Roch
E ontem, mais uma vez, saí andando, flanando pelas ruelas como sempre aqui por essa cidade medieval.
Passei na frente
de uma igreja, entrei: Santuário de Saint Roch (o padroeiro da cidade). Tem a Catedral São Roque, imponente e alto e o Santuário, fofinho entre becos e ruelas.
Nem fiz os três pedidos,
esqueci. Também, tá tudo tão dando certo, tá tudo pedido, tá tudo concedido! Deus sabe
o que precisamos antes mesmo de pedirmos,, já diz a lenda...
E aí a missa ia começar, estavam ajustando os microfones, acendendo as luzes e
afinando o órgão e as vozes e aí fui ficando, assisti a missa, falei tudo em
português e cantei músicas em português baixinho na hora do ofertório ("Receba , ò Senhor a nossa oferta que será então ,na certa o seu próprio ser")>
Na hora
do” Santo Santo Santo, Senhor Deus do Universo”, encaixei a música “Buscai
primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado
Aleluia Aleluia!” numa hora nada a ver, só pra cantá-la baixinho, rsrs
E na hora da comunhão, eu comunguei.
Comunguei pela primeira vez desde a separação. Aqui me sinto digna de comungar.
Aqui não sou separada. Aqui foda-se, ninguém sabe e eu comunguei.
Na comunhão o padre-mor dava a hóstia e depois, ao lado, um coroinha
chinês jovem segurava um cálice com vinho.
Fiquei observando. Algumas pessoas bebiam na taça dourada e aí o jovem
chinês limpava a “baba” com um pano sagrado e eu ficava me perguntando se o
vinho ia dar pra todo mundo. Mas aí outras pessoas só “tchotchavam” a hóstia no cálice. Eu preferi
“tchotchar”, fiquei com nojinho...
Os que bebiam, bebiam todos naquele mesmo cálice, tipo "microbiagem" mesmo. Todos do mesmo cálice, o sangue de Cristo. Gosto dessa galera meio “foda-se”
praquele excesso de higiene e nojo que o Brasil inventou de ter agora,
importando dos EUA essa higienização das relações e dos ambientes. É como um
vírus, o vírus de ter nojo. Acho que peguei um pouquinho esse vírus, rsrs.
E rezei o pai nosso em português mas prestando atenção ao jeito francês
de rezar “Père nôtre (...), pardonez nos ofenses...”
Na hora da “Paz de Cristo” me emocionei. Me emocionei “aux larmes”.
Dar a mão a todas essas pessoas, desejar a paz... e desejei a paz de
cristo às pessoas em torno, à negra de peruca loira, ao casal de idosos, ao
senhor que o telefone tinha tocado e ele não conseguia desligar, às mocinhas
branquinhas que nem davam a mão direito....Mais adiante tinha também mais
negros, um japonês, um casal de chineses, um casal de ocidentais, talvez
franceses e mais uma galerinha que tanto podia ser francesa, como europeus em
geral pelos traços e pela cor...
E foi bom ter ido à Igreja. Meu berço religioso, minha religiosidade mãe
é o catolicismo, mesmo que eu fique atéia de vez em quando, ou budista, ou
espírita, ou umbandista. A missa é o colo da minha religiosidade e me traz
conforto e paz. Mesmo que eu esteja confortada e em paz. Mesmo assim é bom.
Depois saí de novo pelas ruelas "mediebelas" e passei na frente do consultório que tem umas salas pra alugar.
Era pertinho de lá. E ao lado tem um restaurante chinês. Menu a 9.50 euros.
Almocei lá. Como quem almoça no bairro. O bairro do consultório. e desci e
virei a esquina e vi que tem uns barzinhos, restaurantezinhos bem legais por
lá. E descendo já é o Observatoire. E pronto, o ponto do Tram pra voltar pra casa!
Ponto e Pronto!
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