Lá fora, três espécies de pinheiros, árvores que perderam suas folhas nos invernos, imensas gralhas brancas e negras no gramado da grande casa de pedra do vizinho.
E tem o vento. E o sol.
Sempre o sol nesse sul da França abençoado.
E o filho fazendo trabalho de espanhol na médiatheque de Mosson com os amigos de escola.
Ele já tem dois amigos franceses, um amigo negão que passou a vida na China e o árabe pequenino, todo confiante.
E cá estamos nós. No meio desse “rédemunho”: entre negões cidadões do mundo, árabes machistas que “se acham”, mulheres de cabeça coberta simpáticas e sorridentes e que me observam curiosas e franceses e francesas que têm a República como orgulho e como símbolo a bela Mariane, mostrando as tetas, e a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade como princípios máximos e absolutos (só que não e vamos descobrir, juntos, até que ponto),
Ontem saímos de nossa periferia árabe e pós moderna e fomos dar um rolê pelo lado antigo e medieval da cidade. São duas dimensões completamente diferentes. Aqui são os predinhos dos anos 70 e 80, baixos, de um, dois, no máximo três andares (acho que devido àquele papo do Luis XIV que fez uma lei que não poderiam ser construídos edifícios mais altos que a Promenade de Peyrou etc e tal ou se simplesmente é uma lei urbana aqui (e na França em geral) mas o que conta é que os prédios são baixos, feito Praia Grande de Ubatuba, ou Tenório ou Itaguá.
Apesar do sol, do céu azul, dos pinheiros e dos pássaros à prova de frio. Faz frio, muito frio pra nossa pele de brasil. Cinco graus. No sol.
As aves que aqui gorjeiam, definitivamente, não gorjeiam como no Brasil. Mas é um som legal. Um gorgeio bom. Será que gorgeio vem de gorge que quer dizer garganta em français? Surement. Com certeza e com cerveja.
Só sei que tô bem.
É bom estar aqui, longe de tudo e de todos. Blancheur. S’éffacer du monde.
David le Breton, no livro “DisparaÎtre de soi” analisa isso. Me analisa. Querer sumir sem morrer. Simplesmente se dar o direito de recomeçar. Se reinventar.
E o vento ventando “e o nó na madeira, festa da cumeeira”. Como a festa no telhado da casa do Plá. “Pedra de atiradeira.”
E a vida tá boa aqui. Simples e boa. De cozinhar e lavar roupas e estender e dobrar e comprar coisas pra cozinhar e esperar o filho e escrever e socializar com a vizinhança do prédio aqui. Super gente boa. Nem frios. Nem entrões.
Sempre o sol nesse sul da França abençoado.
E o filho fazendo trabalho de espanhol na médiatheque de Mosson com os amigos de escola.
Ele já tem dois amigos franceses, um amigo negão que passou a vida na China e o árabe pequenino, todo confiante.
E cá estamos nós. No meio desse “rédemunho”: entre negões cidadões do mundo, árabes machistas que “se acham”, mulheres de cabeça coberta simpáticas e sorridentes e que me observam curiosas e franceses e francesas que têm a República como orgulho e como símbolo a bela Mariane, mostrando as tetas, e a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade como princípios máximos e absolutos (só que não e vamos descobrir, juntos, até que ponto),
Ontem saímos de nossa periferia árabe e pós moderna e fomos dar um rolê pelo lado antigo e medieval da cidade. São duas dimensões completamente diferentes. Aqui são os predinhos dos anos 70 e 80, baixos, de um, dois, no máximo três andares (acho que devido àquele papo do Luis XIV que fez uma lei que não poderiam ser construídos edifícios mais altos que a Promenade de Peyrou etc e tal ou se simplesmente é uma lei urbana aqui (e na França em geral) mas o que conta é que os prédios são baixos, feito Praia Grande de Ubatuba, ou Tenório ou Itaguá.
Apesar do sol, do céu azul, dos pinheiros e dos pássaros à prova de frio. Faz frio, muito frio pra nossa pele de brasil. Cinco graus. No sol.
As aves que aqui gorjeiam, definitivamente, não gorjeiam como no Brasil. Mas é um som legal. Um gorgeio bom. Será que gorgeio vem de gorge que quer dizer garganta em français? Surement. Com certeza e com cerveja.
Só sei que tô bem.
É bom estar aqui, longe de tudo e de todos. Blancheur. S’éffacer du monde.
David le Breton, no livro “DisparaÎtre de soi” analisa isso. Me analisa. Querer sumir sem morrer. Simplesmente se dar o direito de recomeçar. Se reinventar.
E o vento ventando “e o nó na madeira, festa da cumeeira”. Como a festa no telhado da casa do Plá. “Pedra de atiradeira.”
E a vida tá boa aqui. Simples e boa. De cozinhar e lavar roupas e estender e dobrar e comprar coisas pra cozinhar e esperar o filho e escrever e socializar com a vizinhança do prédio aqui. Super gente boa. Nem frios. Nem entrões.
Aleluia, hosana nas alturas. Êpa hey meu pai!
Tudo sob controle
E tem eu
Tudo sob controle
E tem eu
E a casa
E as coisas
E esse note
Onde I note
E anoto
As palavras que dizem de mim
De minha vida de agora
O note
Anote ando
A note ado
De noite e de dia
Sempre
Sem sábados
Sem obrigações
Só sendo
E sendo só.
E as coisas
E esse note
Onde I note
E anoto
As palavras que dizem de mim
De minha vida de agora
O note
Anote ando
A note ado
De noite e de dia
Sempre
Sem sábados
Sem obrigações
Só sendo
E sendo só.
Nós estamos aqui e sempre. voCe sabe.ne´?
ResponderExcluirquerido...
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