Estado Laico funcionando do jeito que precisa ser. To gostando disso!
Na escola do Nick não pode entrar de boné, nem de gorro, nem chapéu, nem
burca, nem turbante. Cabeça descoberta. Estado laico. Religião da porta pra
fora da escola.
Bom isso.
Enquanto isso, eu, devota de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das
Graças, Nossa Senhora da Conceição, São Jorge, São Miguel Arcanjo e São João
Evangelista, e é claro, dando um alô de quando em vez pra Nossa Senhora
Desatadora dos Nós, Santo Expedito e o Anjo da Guarda, eu, Adriana Dezotti
Fernandes, deixo minha fé no travesseiro, nas imagens do criado mudo e em meu
coração cristão, permitindo que meu cérebro raciocine com os meios que ele tem:
lógica, memória, aprendizado e deduções, frutos de armazenagens e massagens na massa cinzenta, dita pensante.
Fica mais fácil assim. Ado, a ado, cada um no seu quadrado.
Assim não queimamos bruxas
Assim não explodimos discotecas, praças e botecos.
Assim não deturpamos o que é de todos.
Respeitando o que é de cada um, seja a religião, o ateísmo ou a vontade
de não ter uma opinião formada sobre tudo.
Liberdade é isso. Uma escola que ensina o que deve ser ensinado em uma
escola. A história de seu país e do mundo, o idioma usado pela população de tal
país, assim como a produção literária e as regras pra se escrever em tal
língua. Mais duas línguas estrangeiras. Matemática, ciências, etc e tal.
A religião será então divulgada e praticada pelos adeptos nos locais
designados pra tais atividades, sejam igrejas, mosteiros, mesquitas ou templos
determinados pra tal fim, (inúmeros, múltiplas opções de escolha). Ou pode ser
cultivada na família. Ou não.
Muito prático.
Muito eficiente.
Muito bom!
Minha lógica parece funcionar melhor num país assim.
(E minha fé, diga-se de passagem, tem se fortalecido cada dia mais, nesse
mundão de meu Deus!)

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