Diário de viagem, traduções, poemas e desabafos das minhas andanças pelo meu mundo adentro e por esse mundo afora...
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
No dia em que despertei
No dia em que despertei -
Senti dor -
Meus olhos doeram com a luz -
Minhas pernas doíam por falta de movimento -
A base de minhas asas também doíam por ter ficado tanto tempo sem voar.
No dia em que despertei -
Confundi dor com saudade -
Luz com cegueira -
E senti medo da liberdade -
No dia em que despertei -
Seu rosto se desfez -
Diante de meus olhos -
Virou papier machê -
De um teatro de fantoches -
Dos contos de fadas -
Injetados por minha vó em meu cérebro -
No dia em que despertei -
Percebi que só tinha sobrado -
O que sempre tinha sido: -
Uma quantidade enorme de “amor pra dar” -
Transbordando em meu peito -
Desde sempre e sempre mais.
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